VEJA QUAIS AS PERSPECTIVAS PARA O USO DE CÉLULAS-TRONCO
ATUALMENTE:
— Leucemia
Células-tronco
retiradas de cordão umbilical e armazenadas em bancos de células-tronco são
cada vez mais usadas em substituição ao transplante de medula óssea em
pacientes com leucemia. Com a técnica, mais de 1,5 mil pessoas podem deixar de
morrer por falta de doadores de medula óssea no Brasil.
PARA 5 ANOS:
—
Lesão medular
Avanços
para tratar lesão medular (acidentados) com células-tronco devem chegar aos
hospitais. O avanço também poderá ser usado como recurso para casos de ruptura
de nervos.
—
Parkinson
A
expectativa é de que a doença seja tratada com terapia celular. Pesquisas sobre
a injeção de células-tronco em áreas do cérebro que desencadeiam os sintomas já
foram iniciadas em humanos.
PARA 10 ANOS:
— Combinação das terapias gênica
(alteração na informação genética da célula) e celular
O
desenvolvimento da técnica tende a substituir o uso de boa parte das
medicações. A junção deverá fazer com que a manipulação in vitro da célula seja
tão eficaz que a transforme conforme as necessidades do paciente. Por exemplo,
uma célula-tronco qualquer poderá adquirir características de um músculo
cardíaco e ser colocada no coração para reparo desse músculo.
—
Diabetes Tipo 1
A
ciência promete trazer soluções para essa deficiência do sistema de defesa do
organismo, que além de atacar corpos estranhos como vírus e bactérias, danifica
as células do próprio pâncreas (responsável pela produção de insulina). No
Hospital de Clínicas de Porto Alegre, pesquisadores transformaram uma
célula-tronco em produtora de insulina e a transplantaram para animais
diabéticos. Em 100% dos casos, as cobaias ficaram com a produção do hormônio
muito próximo do normal. A tendência é de que dê certo também em humanos.
—
Sistema Nervoso Central
Doentes
com esquizofrenia devem ter uma melhora significativa na qualidade de vida.
Isso porque cientistas já injetam células-tronco em animais e essa intervenção
impede que ocorra a lesão que o surto psiquiátrico causa em áreas do cérebro.
Com o sucesso em cabaias, a tendência é de que se comece a experimentação em
pessoas.
—
Órgãos fabricados
Será
questão de anos para que órgãos mais simples possam ser fabricados fora do
corpo. Um grupo do Instituto de Pesquisa de Células-Tronco, vinculado à
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), estuda a formação de tecidos
e ossos in vitro desde 2007. De acordo com a farmacêutica e bioquímica Patricia
Pranke, coordenadora do estudo que alia engenharia genética com nanotecnologia
e células-tronco, a técnica, que resulta na capacidade de regeneração, poderia
ajudar pacientes com osteoporose ou perda óssea. Em vez de usar prótese de
titâneo, por exemplo, o indivíduo usará esse implante de célula-tronco.

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