sexta-feira, 13 de abril de 2012


CONCEITO




    As células-tronco são células com capacidade de renovação através da mitose e podem originar tipos especializados de células, que formam os diferentes tecidos do corpo humano.
As células-tronco embrionárias têm a capacidade de se diferenciar em diversos tipos celulares, como tecido sanguíneo, ósseo, muscular, epitelial, etc. Nos organismos adultos, as células-tronco tema função de reparar os danos celulares do organismo.
A utilização dessas células com fins terapêuticos tem se tornado cada vez mais promissora, principalmente para pessoas com doenças degenerativas e com danos ao sistema nervoso. Também são muito úteis no combate às doenças cardiovasculares, neurodegererativas, mal de Parkinson, diabetes juvenil e lesões na medula.

Células-tronco embrionárias
    São células derivadas da massa celular interna do blastócito, que é um embrião formado aproximadamente 5 dias após a fecundação. Essas células contêm uma grande capacidade de diferenciação, podendo dar origem a todos os tecidos do corpo, quando recebem o estímulo necessário. São classificadas como totipotentes ou pluripotentes.
Células-tronco Totipotentes: Podem produzir, além das células embrionárias, células da placenta e dos anexos embrionários.
Células-tronco Pluripotentes: Podem produzir células de todos os tecidos embrionários, exceto células extra-embrionárias.

Células-tronco adultas
    São células presente no organismo e com grande capacidade de diferenciação. Essas células trabalham para reparar danos e repor células do organismo. Como células-tronco adultas podemos citar a medula óssea, fígado, cordão umbilical, etc. Essas células podem ser colhidas tanto em adultos como em crianças.
As terapias com células-tronco adultas têm obtido resultados muito satisfatórios, principalmente entre diabéticos, pessoas com lesões na medula e com mal de Parkinson.
Células-tronco Multipotentes: Essas células podem produzir apenas uma linhagem celular. Por exemplo: as células hematopoiéticas são capazes de produzir apenas células do tecido sanguíneo (hemácias, linfócitos e plaquetas).
Células-tronco Unipotentes: Produzem apenas um tipo celular, mas possuem grande capacidade de renovação.



CÉLULA-TRONCO ORIGINÁRIA DE POLPA DENTÁRIA TRATA LESÃO OCULAR



     Células-tronco originárias da polpa do dente de leite podem curar deficiências visuais. É o que mostra a pesquisa realizada pela biomédica Bábyla Geraldes Monteiro, do Instituto Butantan. O trabalho avaliou a eficácia da atividade de células-tronco retiradas da parte interna de dentes de leite ao tratar uma lesão na região límbica dos olhos de coelhos. “É o espaço entre a parte colorida e a parte branca do globo ocular”, explica a pesquisadora. O procedimento adotado busca reconstruir a córnea para, assim, restaurar a visão.

      A partir de setembro, a técnica começará a ser testado em humanos, em parceria
com o Instituto da Visão da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Em um primeiro momento os testes serão aplicados em um grupo de pacientes voluntários que já passaram por cirurgia e não obtiveram resultados satisfatórios, não podem receber enxertos de tecido e não apresentam quadro infeccioso. Os testes devem demorar seis meses e, caso a técnica apresente resultados satisfatórios, poderá ser disponibilizada para a população.
     A técnica desenvolvida pela biomédica está descrita na dissertação de mestrado Estudo da Plasticidade das Células tronco de Polpa Dentária: Diferenciação e Caracterização para Células do Epitélio Corneano in vitro e in vivo, apresentada por Bábyla ao Programa de Pós-Graduação Interunidades em Biotecnologia (USP/IPT/Instituto Butantan). O trabalho foi premiado  durante o congresso oftalmológico Pan-American Research Day – ARVO Annual Meeting, realizado neste ano em Fort Lauderdale, Flórida.
     A pesquisa, feita com coelhos, partia da indução de uma lesão clínica no animal. Essa lesão é perceptível quando, na superfície do olho lesionado, enxerga-se uma marca esbranquiçada. Para tentar curá-la ou atenuá-la, as células da polpa dos dentes foram cultivadas dentro de uma estufa, com um polímero biodegradável que reagia à variação de temperatura. Ao retirar essas células do calor, a temperatura do conjunto diminuía e o polímero se soltava da placa de cultura, com as células-tronco aderidas a ele. “Assim, era possível transferir essa membrana para o olho lesionado.”





O PODER DAS CÉLULAS-TRONCO: UMA REVOLUÇÃO NA MEDICINA






CÉLULAS TRONCO EM ODONTOLOGIA


    Células-tronco são células que podem se diferenciar e constituir diferentes tecidos no organismo.As células-tronco podem se dividir em embrionárias (com capacidade de se transformar em praticamente qualquer célula do corpo, com exceção da placenta, sendo encontrada somente nos embriões), e as células-tronco adultas (com capacidade de transformação limitada, em geral restrita ao tecido de onde se originam). A obtenção de tecidos ou órgãos a partir de células tronco denominamos de bioengenharia. A odontologia tem sido uma das pioneiras dentro da medicina e uma das que mais pesquisam nesta área.
     Para que a bioengenharia seja possível, é essencial um conjunto formado por células-tronco, uma matriz que funcione como arcabouço para o desenvolvimento do novo tecido ou órgão e de proteínas, denominadas fatores de crescimento, como estímulo para diferenciação celular.



      Células-tronco adultas tem sido isoladas de vários tecidos do corpo humano, incluindo células que constituem os dentes. Células semelhantes à da medula óssea tem sido obtidas da polpa de dentes decíduos (de leite) humanos, possuindo a capacidade de transformação em diferentes tipos de células, como células ósseas (osteoblastos), células gordurosas (adipócitos), células musculares e células nervosas. 


    Alguns pesquisadores como Shi e colaboradores em 2005, utilizando polpa dentária extraída de terceiros molares humanos, detectaram a presença de células-tronco, as quais foram capazes de se transformar em células dentais (odontoblastos) produtoras de dentina. Com a intenção de desenvolver métodos de reposição de dentes humanos extraídos, Duailib e colaboradores em 2004, conseguiram regenerar coroas dentárias de ratos utilizando técnicas de engenharia tecidual. As células foram cultivadas em laboratório, colocadas em moldes com formato de dentes de rato, e implantadas no abdômen desses animais. Após 12 semanas, contatou-se que os moldes haviam sido absorvidos pelo organismo e formado dentes.
     O passo seguinte será induzir o crescimento de dentes em seu devido lugar.

Com o progredir das pesquisas nesta área, num futuro próximo, a reconstrução e construção de dentes vivos e gengiva a partir de células-tronco será plenamente possível.







ESTÍMULO À ATIVIDADE CIENTÍFICA




PRIMEIRO TRANSPLANTE DE CÉLULAS-TRONCO É REALIZADO NA BAHIA



    Uma técnica usada pela primeira vez no Brasil traz esperança a pacientes que ficaram paralíticos. Médicos querem devolver alguns movimentos aos pacientes, implantando células tronco especiais.
     A primeira cirurgia foi feita nesta quinta-feira (14), em Salvador.
    O paciente é um policial militar de 45 anos. Ele perdeu os movimentos das pernas há cinco anos depois de cair de um telhado.
   O PM recebeu injeções de células-tronco mesenquimais diretamente no local onde a medula foi atingida.
     As células mesenquimais são retiradas do osso do quadril do próprio paciente e podem se transformar em vários tipos de tecido. Cães e gatos que receberam injeções dessas células recuperaram parte dos movimentos das patas afetadas. O método começou a ser estudado há seis anos por pesquisadores da Fundação Osvaldo Cruz e dos hospitais Espanhol e São Rafael, em Salvador.
   Até o fim do ano, outras 19 pessoas com paralisia serão submetidas a esse tipo de cirurgia. Depois de operadas, todas irão fazer fisioterapia por seis meses para fortalecer a musculatura atrofiada.
    O neurocirurgião Marcos Mendonça explica: “Nós esperamos que os pacientes tenham uma melhora não só da função neurológica, como melhora da qualidade de vida”, diz.
Doença de Chagas
    Em outro procedimento inédito, médicos fizeram, em junho de 2003, também na capital baiana, o primeiro transplante de células-tronco em um paciente com insuficiência cardíaca decorrente da doença de Chagas.

PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO EM GATOS NA BAHIA