OS
MITOS E AS VERDADES SOBRE AS CÉLULAS TRONCO
Inicialmente se pensava que as CTA(
células-tronco adultas) não teriam a mesma versatilidade que as CTE(
células-tronco embrionárias), e que sua vitalidade seria menor, por isso,
teoricamente, as CTE foram apontadas como a melhor opção para o desenvolvimento
de técnicas terapêuticas, entretanto, já se caminhou muito com as pesquisas
utilizando-se CTA e o que se tem visto é que elas têm a mesma versatilidade das
CTE, pois já se pode produzir até células embrionárias a partir de CTA (6),
além do que são mais “dóceis” que as CTE, prestando-se facilmente a culturas em
laboratório, o que é extremamente importante.
Até o momento, todos os resultados positivos alcançados com células tronco, foram obtidos com as CTA, um dos motivos mais óbvios para tais resultados é que estas células são retiradas do próprio paciente, sendo assim, não são, na maioria das vezes, rejeitadas pelo organismo. As pesquisas com células embrionárias, apesar de terem, teoricamente, maior potencial de diferenciação, não tem trazido bons resultados nos estudos já realizados em animais; a revista Lancet de 10 de julho, traz um artigo de Allegrucci e col , que afirmam que as células tronco de embriões congelados, estão muito longe de serem a mais perfeita fonte de CT para terapia, além do que, foram observados casos de teratomas, um tipo de câncer extremamente invasivo e grave.
Até o momento, todos os resultados positivos alcançados com células tronco, foram obtidos com as CTA, um dos motivos mais óbvios para tais resultados é que estas células são retiradas do próprio paciente, sendo assim, não são, na maioria das vezes, rejeitadas pelo organismo. As pesquisas com células embrionárias, apesar de terem, teoricamente, maior potencial de diferenciação, não tem trazido bons resultados nos estudos já realizados em animais; a revista Lancet de 10 de julho, traz um artigo de Allegrucci e col , que afirmam que as células tronco de embriões congelados, estão muito longe de serem a mais perfeita fonte de CT para terapia, além do que, foram observados casos de teratomas, um tipo de câncer extremamente invasivo e grave.
Apenas recentemente, um grupo coreano (chefiado pelo Dr. Woo Hwang )
obteve sucesso com a cultura de CTE. Trata-se de uma linhagem celular que, o
próprio autor admite, foi conseguida “por acaso”, ou seja, não se sabe como ou
porque deu certo, fato que tem trazido como conseqüência, muitas dificuldades
para manter e fazer crescer estas culturas. É oportuno que se diga que, as
linhagens do Dr. Hwang foram obtidas utilizando-se a clonagem humana(7), para
em seguida, utilizar-se estes embriões como doadores de células, o que é mais
um aspecto ético a ser considerado, além do que, este ainda é o único caso de
sucesso de cultura destas células em laboratório, registrado na literatura.
Parece consenso entre os pesquisadores da área, que a utilização de
embriões congelados, devido a um processo chamado de metilação do DNA ao qual
são submetidos, dificulta sobremaneira qualquer tipo de tentativa de gerar
culturas, passo fundamental para o início dos trabalhos que tentarão chegar à
utilização terapêutica destas células, já que, para se ter uma idéia, no
auto-transplante de CTA obtidas da medula óssea, utiliza-se em torno de um
bilhão de CTs por mililitro, injetando-se 40 mililitros de um concentrado
destas células na região lesada através de um cateter introduzido na artéria
femoral, seja no caso de infarto do miocárdio ou de doença de Chagas (trabalhos
já publicados pelo Dr. Dohmman, do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro, e
do Dr. Ricardo Ribeiro dos Santos, na
Bahia). Podemos concluir, portanto, que o número de CTE obtidas pelos coreanos
ainda é irrisório e inútil para as tentativas terapêuticas pretendidas.

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